O Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama assinala-se anualmente a 30 de outubro, com o objetivo de sensibilizar a população sobre esta doença e a importância da prevenção, do rastreio e do diagnóstico precoce. De igual modo, o mês de Outubro tem sido particularmente conotado como Outubro Rosa para alargar a sensibilização por um período mais alargado. Segundo a Direção-Geral da Saúde, este é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres (se não se considerar o cancro de pele), sendo a segunda causa de morte por cancro na mulher.
A Lenitudes Medical Center & Research disponibiliza uma Clínica da Mama com múltiplas especialidades médicas integradas (Senologia/Cirurgia, Ginecologia, Oncologia Médica, Radioncologia, Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética, Psicologia, Consulta de Risco Familiar, Imagiologia e Medicina Nuclear), para além de ter os equipamentos de diagnóstico de imagem mais modernos que permitem a deteção precoce do cancro da mama.

Durante o mês de Outubro realizaremos Rastreios Gratuitos ao Cancro da Mama para apoiarmos a causa do Outubro Rosa. Contacte-nos através dos números 227 660 750/ 800 256 256 ou do email recepcao@lenitudesmedicalcenter.pt para agendar o seu rastreio gratuito.

A propósito desta data, Ana Castro, médica oncologista e Diretora Clínica da Lenitudes Medical Center & Research, e Ana Joaquim, médica oncologista, explicam quais são os fatores de risco deste tipo de cancro e que investigação as mulheres podem fazer.

Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama
Vários estudos têm mostrado que o cancro é a doença mais temida pelas mulheres. Pela componente emocional e forte impacto na autoimagem feminina, o cancro da mama pode ser estigmatizante.
O cancro da mama também pode atingir os homens, embora raramente (cerca de 1% dos casos de cancro da mama em Portugal ocorrem no sexo masculino).
A luta contra esta doença começa pela prevenção e diagnóstico precoce: aproximadamente 85% das pessoas que tiveram cancro da mama encontram-se sem evidência de cancro cinco anos após a doença.

Como prevenir o cancro da mama?
Embora alguns dos fatores de risco mais importantes não sejam modificáveis (são eles ser mulher, o envelhecimento e a história familiar de cancro da mama), a ciência tem vindo a demonstrar que existem mudanças ao nível do estilo de vida que permitem reduzir o risco de vir a ter esta doença, nomedamente:

Exercício físico
Ser fisicamente ativo vai ajudá-la a manter o peso ideal (e, deste modo, evitar o excesso de peso e a obesidade que são fatores de risco para o cancro da mama). Os adultos devem fazer, no mínimo, 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos semanais de atividade física vigorosa.

Terapia hormonal de substituição
De acordo com os estudos, a terapêutica hormonal de substituição (fármacos que ajudam as mulheres na menopausa a atenuar queixas como os afrontamentos, entre outras) por um período superior a três/cinco anos aumenta o risco de cancro da mama.

Hábitos alcoólicos
As pesquisas têm comprovado que a ingestão de bebidas alcoólicas (de qualquer tipo) aumenta o risco de cancro da mama. Quando comparadas com mulheres que não consomem bebidas alcoólicas, as mulheres que bebem três bebidas alcoólicas por semana têm um risco de cancro da mama 15% mais elevado.

Diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce aumenta a probabilidade de o tratamento ser iniciado atempadamente, aumentando as possibilidades de ser eficaz. Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, todos os anos são detetados em Portugal cerca de 4.500 novos casos de cancro da mama.

Os três pilares do diagnóstico precoce do cancro da mama são:

  1. Autoexame da mama
    A partir dos 20 anos, as mulheres podem realizar o autoexame da mama mensalmente, depois da menstruação. Esta estratégia, apesar de ter demonstrado que não aumenta o diagnóstico precoce, permite que a mulher conheça a sua mama e em caso de alteração, a consiga identificar.
    Deve aconselhar-se com o médico se sentir alguma destas modificações:
    • nódulo ou endurecimento na mama ou na axila;
    • modificação no tamanho ou formato da mama;
    • alteração da coloração ou sensibilidade da pele da mama ou da aréola;
    • retração da pele da mama/mamilo;
    • corrimento mamilar.
  2. Exame clínico da mama
    A partir da 3ª década de vida (entre os 20 e os 30 anos), todas as mulheres devem fazer a avaliação clínica da mama. Neste exame, o médico faz a palpação mamária e verifica se existem diferenças entre as mamas e, entre outros sinais, vermelhidão, depressões cutâneas ou secreção ou perda de líquido quando os mamilos são pressionados.
  3. Mamografia
    A mamografia vai permitir visualizar se existem nódulos na mama, ainda antes de estes poderem ser palpados ou sentidos pela mulher durante o autoexame. Também possibilita verificar se existem micro calcificações. Se a mulher tiver fatores de risco pessoais ou familiares de cancro da mama, o médico fará um ajuste individualizado à vigilância.
    A nível geral, a primeira mamografia deve ser realizada entre os 45 e os 65 anos de 2 em 2 anos se não houverem alterações.
    De acordo com os resultados da mamografia, o médico poderá pedir que esta seja repetida, complementada com ecografia e/ou que eja realizada uma biópsia mamária.

O QUE NOS PROPOMOS FAZER:
– Rastreio gratuito com Mamografia a todas a mulheres com mais de 45 anos e sem mamografia realizada no último ano que assim o pretendam

– No caso de ser detectada alguma alteração, a doente será encaminhada para uma consulta de gratuita de Senologia