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MEDICINA NUCLEAR

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O que é?

A Medicina Nuclear é uma especialidade Médica com uma forte componente diagnóstica mas também terapêutica. Na sua principal componente, a diagnóstica, proporciona informações sobre funções celulares específicas mais do que simplesmente anatómicas ou estruturais.

O príncipio base da Medicina Nuclear é o radiofármaco que depois de administrado, de um modo geral, por via endovenosa, vai ser captado e retido em células e tecidos que exprimem uma função específica – por exemplo actividade osteoblástica (cintigrafia óssea), actividade metabólica (PET-CT com FDG), perfusão, concentração e excreção renais (renograma), perfusão miocárdica, função (organificação) tiroideia, perfusão cerebral, receptores da dopamina, etc.

Na vertente terapêutica, os radiofármacos têm sido mais frequentemente usados no tratamento de patologia tiróideia (hipertiroidismo e terapêutica complementar de carcinomas diferenciados da tiróide). No entanto, nos últimos anos, e graças a progressos significativos na radiomarcação de vários tipos de moléculas, têm vindo a ser desenvolvidas terapêuticas altamente eficazes no tratamento de diversos tipos de neoplasias.

Que técnicas fazemos?

Os desenvolvimentos tecnológicos da Medicina Nuclear permitem-nos hoje, administrar, doses de radiofármacos cada vez menores e que são igualmente detetadas por aparelhos, também eles, cada vez mais precisos e diferenciados. Exemplo desta realidade é a câmara PET/CT Discovery IQ  (tecnologia topo de gama mundial e única em Portugal) existente na Lenitudes – Medical Center & Reseach, em Santa Maria da Feira.

No departamento de Medicina Nuclear da Lenitudes – Medical Center & Reseach são realizados todos os procedimentos diagnóstico de Medicina Nuclear Convencional (Cintigrafias) e de PET/CT disponibilizados em Portugal assim como terapêuticas com radionúclidos em ambulatório (listagem completa).

De seguida descrevem-se, as técnicas de Medicina Nuclear mais frequentemente realizadas.

Medicina Nuclear Convencional

Cintigrafia óssea, técnica diagnóstica com várias aplicações como no estadiamento de patologia oncológica, na deteção de fraturas de “stress”, extensão e severidade de patologia inflamatória e degenerativa poliarticular, diagnóstico e extensão de patologia infeciosa óssea (osteomielite), extensão de patologia metabólica óssea (doença de Paget; osteomalácia; alterações do metabolismo fosfo-cálcico), diagnóstico diferencial da dor lombar.

Cintigrafia da tiroideia na caracterização funcional de hiper e hipotiroidismo; avaliação funcional de nódulos da tiróide; avaliação de tecido tiroideu ectópico.

Cintigrafia das paratiroides na avaliação diagnóstica de adenomas das glândulas paratiroides em contexto clínico e bioquímico de hiperparatiroidismo primário.

Linficintigrafia: para detecção pré e intra-operatória de gânglio sentinela (como por exemplo no carcinoma da mama); na avaliação diagnóstica de linfedema.

Cintigrafia renal na deteção de patologia obstrutiva (pielo-caliceal ou uretérica), no diagnóstico de rejeição de transplantes renais, na deteção de cicatrizes corticais (pós-infeção) e na avaliação da função renal.

Cintigrafia pulmonar de ventilação/perfusão no diagnóstico, extensão e gravidade de episódios de Embolia Pulmonar Aguda (tromboembolismo pulmonar) e na avaliação da resposta à terapêutica; na avaliação funcional pulmonar pré-transplante pulmonar.

Cintigrafia com Gálio, Cintigrafia com glóbulos brancos radiomarcados e Cintigrafia com Leukoscan para confirmação de focos de infeção em tecidos moles ou ósseos e na avaliação de Doença Inflamatória Intestinal Aguda; para avaliação de infeção peri-protésica.

Cintigrafia de perfusão miocárdica no diagnóstico de isquemia miocárdica dependente de patologia vascular coronária; identificação de viabilidade miocárdica; estabelecimento de risco de doença cardíaca pré-operatória; avaliação da dor anginosa aguda; avaliação de doentes após reperfusão arterial coronária;

Angiografia por radionuclideios (ARN) na avaliação da função sistólica global e segmentar do ventrículo esquerdo, em particular a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), como por exemplo na monitorização  de quimioterapia (os fármacos usados em quimioterapia podem ser cardiotóxicos).

Cintigrafia Salivar na avaliação funcional das glândulas salivares.

Cintigrafia com DaTSCAN para confirmação de degenerescência dopaminérgica no feixe nigro-estriado e portanto da doença de Parkinson.

Tomografia por emissão de positrões (PET-CT)

O radiofármaco mais utilizado é a deoxiglucose marcada com Flúor-18 (FDG) e tem as seguintes aplicações clínicas:

  • localização diagnóstica de tumores (ávidos para FDG) e graduação de malignidade;
  • definição da extensão da doença (estadiamento antes e após terapêutica – re-estadiamento);
  • identificação de tumores desconhecidos (síndromes paraneoplásicos do Sistema Nervoso Central);
  • avaliação da resposta terapêutica e sua monitorização;
  • identificação de recorrência tumoral e de recidiva em comparação com os marcadores tumorais e imagens estruturais (TAC e Ressonância Magnética);
  • guia de biópsia;
  • auxiliar no planeamento de radioterapia.

As patologias oncológicas em que PET com FDG tem aplicação clínica de eficácia comprovada são:

  • Linfomas
  • Carcinoma do pulmão e brônquico (incluindo o diagnóstico diferencial do nódulo simples do pulmão)
  • Carcinoma do cólon e recto
  • Carcinoma do esófago e estômago
  • Carcinoma da mama
  • Tumores da cabeça e do pescoço
  • Melanoma maligno
  • Tumores de origem desconhecida (Síndrome Paraneoplásico)

Apesar das aplicações em oncologia clínica serem as mais consideradas hoje em dia, é obrigatório referir outras duas áreas médicas em que PET-CT, mesmo tendo em consideração apenas FDG, desempenha um papel importante na prática clínica:

Neurologia e Psiquiatria – diagnóstico diferencial das demências; avaliação de tumores do SNC, particularmente no diagnóstico diferencial entre tumores malignos e benignos, assim como definição de recidiva tumoral após radioterapia e/ou cirurgia e ainda diagnóstico de focos de epilepsia.

Cardiologia – determinação da extensão de miocárdio viável na preparação para “bypass” coronário no tratamento da doença coronária obstrutiva em doentes com insuficiência cardíaca, particularmente ventricular esquerda.

Apesar de o radiofármaco mais utilizado em PET-CT continuar a ser a F-FDG, nos últimos anos tem sido introduzidas na prática clínica outras moléculas radiomarcadas em PET-CT, já disponíveis em LMCR:

– PET-CT com F-Fluorcolina no estadiamento e, principalmente, re-estadiamento de carcinomas da próstata.

– PET-CT com F-Fluoreto na avaliação de extensão óssea tumoral  (metástases ósseas) e na avaliação de várias patologias benignas do sistema osteoarticular.

– PET-CT com Ga-PSMA no estadiamento, re-estadiamento e avaliação da reposta à terapêutica de tumores Neuroendócrinos.

Terapêutica com radioisótopos
As aplicações clínicas das técnicas de Medicina Nuclear em terapêutica mais conhecidas e já de longa data estão relacionadas com a utilização do radiofármaco Iodo-131 para tratamento da patologia benigna e maligna da glândula tiroideia – hipertiroidismo (doença de Graves; adenoma autónomo – nódulo quente) e carcinoma da tiróide (ablação pós-cirurgia, tratamento de metástases loco-regionais e outras à distância).

Em LMCR são realizadas apenas as terapêuticas com Iodo-131 no contexto de hipertiroidismo, realizadas em ambiente ambulatório.

Outras terapêuticas realizadas em LMCR, em contexto ambulatório, incluem as terapêuticas de metástases ósseas com Estrôncio-89, Samarium-153 e Radio-223 (Xofigo).

Que recursos dispomos?

O Departamento de Medicina Nuclear dispõe de recursos técnicos e humanos que permitem responder adequadamente em todas as áreas de diagnóstico, incluindo Medicina Nuclear Geral, Tomografia por emissão de fotão simples (SPECT) e Tomografia por Emissão de Positrões (PET/CT).

Este departamento foi planeado e desenvolvido de acordo com a legislação existente, sempre com o cuidado em preservar o conforto e segurança do utente.

 

Humanos

Médicos Especialistas em Medicina Nuclear

José Manuel Oliveira Fernando A. Silva Tiago Vieira Rui Brito
José Manuel Oliveira
(Coord.) 
Fernando A. Silva
(Resp.)
Tiago Vieira Rui Brito




 

Médicos Especialistas em Cardiologia

Mesquita Bastos Tiago Teixeira
Mesquita Bastos
(Resp.)
Tiago Teixeira


 

Outros Profissionais

 

Tecnológicos

GE Discovery IQ 4R (GE D-IQ)

A câmara PET-CT GE Discovery IQ (GE D-IQ) representa a última geração de tomógrafos da General Electric Healthcare. Possui cristais de BGO com 6.3mm x 6.3mm x 30mm e inclui tecnologia de aquisição de dupla energia que reduz o tempo morto a altas taxas de contagens permitindo uma sensibilidade e linearidade muito alta para uma larga gama de atividades. Esta característica classifica este tomógrafo como disruptivo na sua classe, destacando esta câmara PET-CT GE D-IQ como a que tem maior sensibilidade na detecção de fotões existente no mercado. Este facto, aliado a novos métodos de reconstrução de imagem, como é o caso do método Q.Clear (Algoritmo de modelagem estatística Bayeasiano) permite melhores resultados em termos quantitativos, o que contribui para a melhoria da qualidade da imagem.

Detetores “LightBurst”

Nova tecnologia em termos de detetores permitindo uma maior sensibilidade e administração de uma menor dose de radiofármaco – desta forma condiciona uma exposição significativamente menor do doente à radiação ionizante. O componente CT da câmara tem algoritmos de redução de dose de radiação ionizante, contribuindo adicionalmente para a exposição significativamente menor à radiação ionizante. Possui ainda um sistema de detetores modular permitindo um maior campo de visão levando a estudos de corpo inteiro num menor espaço de tempo à Estudos PET-CT  de Corpo Inteiro com 4 minutos de duração!

Maior sensibilidade na detecção de fotões, permitindo uma melhor qualidade de imagem com consequente melhoria diagnóstica.

Método de reconstrução Q.Clear – Algoritmo de modelagem estatística Bayeasiano, de convergência completa, permitindo melhores resultados em termos quantitativos e contraste à o dobro da acuidade quantitativa (SUV) e razão sinal/ruído.

A conjugação destas técnicas permite a deteção e caraterização metabólica de lesões de pequenas dimensões, em comparação com tecnologias similares.

Câmara Gama GE NM 630

A Câmara Gama GE NM 630 representa a última geração de câmaras gama da General Electric Healthcare, com 2 detetores e as seguintes características:

Detector Elite NXT

É um passo à frente na tecnologia de detetores. Os detetores Elite NXT oferecem resolução extraordinária e contraste excecional em estudos SPECT para proporcionar excelente qualidade de imagem e ajudar no diagnostico de patologias de forma mais precoce e com maior precisão. A qualidade de imagem é melhorada com colimadores otimizados para SPECT e ultra-altas taxas de contagem (contagens de 460k por segundo) para deteção extremamente precisa de lesões.

Rapidez e Eficácia

A exclusiva tecnologia Evolution muda a relação entre tempo, dose de radiofármaco e qualidade da imagem, permitindo reduzir o tempo ou a dose de radiofármaco injetada no paciente até 50% em muitos procedimentos e ao mesmo tempo manter uma excelente qualidade de imagem.

 

Logísticos

A unidade dispõe de áreas privadas disponibilizadas a cada um dos seus utentes de forma a oferecer a máxima comodidade e privacidade.

Durante os tratamentos será sempre assegurado um acompanhamento personalizado, adaptando as necessidades particulares de cada doente a situação do momento.

Orientações Práticas

Para cada uma das diferentes técnicas, o doente receberá informação detalhada acerca da preparação para o exame, do que vai acontecer durante o exame e se existem ou não cuidados a ter após o exame.

Qualquer dúvida ou esclarecimento acerca dos procedimentos de Medicina Nuclear disponibilizados em LMC poderá ser obtido através dos nossos contactos.